BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Música, Livros
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Olhar Curioso - Bem que volta à inocência. Bem de ter carinho e delicadeza. Viva o que nos torna o bem maior da Natureza!



O que se passou aqui dentro.

 

  Começou, bem como um presente! Uma nova amizade, tão logo, tornou-se muito querida.

  Com o tempo, além do carinho, aumentaram a quantidade de palavras e o interesse. Como acontece com qualquer novo amigo! Nada havia de comprometedor! Ainda hoje, não creio que haja.

  Mais tarde, as confissões e confidências. A amizade aumentou. Além do carinho, uma admiração grande, um querer bem, maior ainda.

  Logo mais o desejo de estar perto. O desejo de não desejar estar perto.

  Cautela! Reflexão!

  Quiséramos, nós, conhecermos a existência de um “botãozinho”, para ligarmos e desligarmos os nossos sentimentos.

  Inevitável o desejo do abraço, do carinho, do sorriso!

  Minha solicitude, minha reciprocidade, nossa sintonia, nossa afinidade – esta, tão grande e tão bonita!

  Tudo com tanta calma, tanta naturalidade, tanta beleza.

  E o momento? Será que era este o melhor momento? Se não era, tornou-se!

  Nada há de precipitado, ou de ilusório! Há honestidade, compreensão, liberdade!

  O que sinto agora?

  Um “não sei o que” que me faz tão bem, me faz feliz! Que me faz querer bem! Querer perto!

  Um “não sei o que” que não encontro palavras para descrever. Talvez um “quase amor” - tão bom de se viver!

  Hoje, só tenho o que agradecer! Por que você é sim digno e merecedor do que eu levo aqui dentro! Você inspirou, fez crescer!

  Hoje, o que de tão especial eu sinto, não sinto por você. Sinto com você!

 

  Muito obrigada pelo carinho, pela honestidade, pela inspiração!

  Muito obrigada, principalmente, por me fazer amar e me sentir amada!

Escrito por koly às 09h07
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 Está todo mundo fazendo, eu também decidi fazer uma homenagem às mulheres. A meu modo, contando (do meu ponto de vista) a história de uma pequena grande mulher.

 Bom hoje é nosso dia, e cá entre nós, homenagem à nós nunca é demais, né!

 

 Apresento-lhes Maria, minha Maria:

 Em 1956 encarnou neste mundo um Espírito grandioso. Cheio de conflitos, como todos nós, porém belíssimo! Nasce uma menina, fruto de um casamento arranjado e infeliz. A mais nova de 6 irmãos, e seria a irmã mais velha de outros 9.

 Quando criança não foi criança, aos 9 anos passou a trabalhar em “casa de família”. Viu irmãos que não “vingaram”, irmãs virarem mulheres ainda meninas.

 Batalhadora, saiu de casa adolescente. Saiu da roça, foi para a cidade. Queria ter o que era seu, estudar, se vestir (odiava vestidos de “chita”), namorar. Seus desejos e batalhas lhe renderam anos sem que seu pai (homem bom, abençoado, porém “matuto”) lhe fitasse os olhos ou lhe dirigisse a palavra! Mas foi persistente! Fez pirraça para o destino que antes lhe assombrava!

  Cresceu, trabalhou, errou. Nunca foi capaz de desejar um tombo a outrem. Tudo o que adquiriu para si dividiu com o outro. Ofereceu o que tinha e o que não tinha. Ofereceu até seu coração! Iludiu-se.

  Foi mãe! Amadureceu ainda mais. Batalhou mais (aliás, é o que eu acho que ela fez a vida inteira, e ainda faz!). Educou.

  Ofereceu seu coração!

  Foi mãe! Viu do seu ventre nascer uma vida, e viu essa vida padecer. Amadureceu!

  Foi mãe! Educou, deu todo o amor que cabia em si, e continua a dar!

  Viu sonhos realizados. Viu sonhos se desfazerem depois de prontos. Sempre foi alvo de muito amor e respeito, e também de muita inveja. Sofreu tantas dores. Foi magoada! Guarda em si um amor tão grande pelo próximo!

  Cheia de virtudes! Impecável em sua dignidade! Não sei se conhece o sentimento chamado orgulho, creio que não.

  Traz dentro de si uma tristeza tão grande, uma angústia, um grande medo da solidão! Aceita os golpes que a Vida lhe dá com resignação. Sempre está a correr atrás do melhor para sua família! Isso me impressiona e me entristece. Sempre o melhor para o outro, quase nunca para si mesma!

  Agradeço tudo o que essa MULHER me ensinou até hoje! Todo o seu amor dedicado e desinteressado! E sinto não ser digna desse amor! Por, até hoje, não compreender tamanha dedicação. Por que por diversas vezes negligenciei suas virtudes e, ainda hoje, não dou o valor merecido aos seus sentimentos!

 

 

 Escrevi essa história por muito admirar e amar a Mulher aqui citada. Por saber que muitas dessas “Marias” existem pelo mundo afora! Com as mesmas batalhas, diferentes aflições, porém com a mesma garra, dignidade e amor que a minha Maria.

 

 Parabéns a nós, Marias!



Escrito por koly às 18h45
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