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Olhar Curioso - Bem que volta à inocência. Bem de ter carinho e delicadeza. Viva o que nos torna o bem maior da Natureza! O que se passou aqui dentro.
Começou, bem como um presente! Uma nova amizade, tão logo, tornou-se muito querida. Com o tempo, além do carinho, aumentaram a quantidade de palavras e o interesse. Como acontece com qualquer novo amigo! Nada havia de comprometedor! Ainda hoje, não creio que haja. Mais tarde, as confissões e confidências. A amizade aumentou. Além do carinho, uma admiração grande, um querer bem, maior ainda. Logo mais o desejo de estar perto. O desejo de não desejar estar perto. Cautela! Reflexão! Quiséramos, nós, conhecermos a existência de um “botãozinho”, para ligarmos e desligarmos os nossos sentimentos. Inevitável o desejo do abraço, do carinho, do sorriso! Minha solicitude, minha reciprocidade, nossa sintonia, nossa afinidade – esta, tão grande e tão bonita! Tudo com tanta calma, tanta naturalidade, tanta beleza. E o momento? Será que era este o melhor momento? Se não era, tornou-se! Nada há de precipitado, ou de ilusório! Há honestidade, compreensão, liberdade! O que sinto agora? Um “não sei o que” que me faz tão bem, me faz feliz! Que me faz querer bem! Querer perto! Um “não sei o que” que não encontro palavras para descrever. Talvez um “quase amor” - tão bom de se viver! Hoje, só tenho o que agradecer! Por que você é sim digno e merecedor do que eu levo aqui dentro! Você inspirou, fez crescer! Hoje, o que de tão especial eu sinto, não sinto por você. Sinto com você! Muito obrigada pelo carinho, pela honestidade, pela inspiração! Escrito por koly às 09h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Está todo mundo fazendo, eu também decidi fazer uma homenagem às mulheres. A meu modo, contando (do meu ponto de vista) a história de uma pequena grande mulher. Bom hoje é nosso dia, e cá entre nós, homenagem à nós nunca é demais, né!
Apresento-lhes Maria, minha Maria: Em 1956 encarnou neste mundo um Espírito grandioso. Cheio de conflitos, como todos nós, porém belíssimo! Nasce uma menina, fruto de um casamento arranjado e infeliz. A mais nova de 6 irmãos, e seria a irmã mais velha de outros 9. Quando criança não foi criança, aos 9 anos passou a trabalhar em “casa de família”. Viu irmãos que não “vingaram”, irmãs virarem mulheres ainda meninas. Batalhadora, saiu de casa adolescente. Saiu da roça, foi para a cidade. Queria ter o que era seu, estudar, se vestir (odiava vestidos de “chita”), namorar. Seus desejos e batalhas lhe renderam anos sem que seu pai (homem bom, abençoado, porém “matuto”) lhe fitasse os olhos ou lhe dirigisse a palavra! Mas foi persistente! Fez pirraça para o destino que antes lhe assombrava! Cresceu, trabalhou, errou. Nunca foi capaz de desejar um tombo a outrem. Tudo o que adquiriu para si dividiu com o outro. Ofereceu o que tinha e o que não tinha. Ofereceu até seu coração! Iludiu-se. Foi mãe! Amadureceu ainda mais. Batalhou mais (aliás, é o que eu acho que ela fez a vida inteira, e ainda faz!). Educou. Ofereceu seu coração! Foi mãe! Viu do seu ventre nascer uma vida, e viu essa vida padecer. Amadureceu! Foi mãe! Educou, deu todo o amor que cabia em si, e continua a dar! Viu sonhos realizados. Viu sonhos se desfazerem depois de prontos. Sempre foi alvo de muito amor e respeito, e também de muita inveja. Sofreu tantas dores. Foi magoada! Guarda em si um amor tão grande pelo próximo! Cheia de virtudes! Impecável em sua dignidade! Não sei se conhece o sentimento chamado orgulho, creio que não. Traz dentro de si uma tristeza tão grande, uma angústia, um grande medo da solidão! Aceita os golpes que a Vida lhe dá com resignação. Sempre está a correr atrás do melhor para sua família! Isso me impressiona e me entristece. Sempre o melhor para o outro, quase nunca para si mesma! Agradeço tudo o que essa MULHER me ensinou até hoje! Todo o seu amor dedicado e desinteressado! E sinto não ser digna desse amor! Por, até hoje, não compreender tamanha dedicação. Por que por diversas vezes negligenciei suas virtudes e, ainda hoje, não dou o valor merecido aos seus sentimentos!
Escrevi essa história por muito admirar e amar a Mulher aqui citada. Por saber que muitas dessas “Marias” existem pelo mundo afora! Com as mesmas batalhas, diferentes aflições, porém com a mesma garra, dignidade e amor que a minha Maria.
Parabéns a nós, Marias! Escrito por koly às 18h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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